Tecnologia na Educação Infantil

  • 0

Tecnologia na Educação Infantil

É comum encontrar crianças que utilizam smartphones e tablets com destreza e facilidade impressionantes para a idade. O que preocupa muitos pais é se essa interação traz benefícios ao aprendizado da criança e estimula novas capacidades. A nutricionista Emanuelle Nogueres Couto acompanha a utilização de novas tecnologias no Colégio Equipe de Juiz de Fora com seus filhos, Valentina, de 7 anos, e Enrico, de 5. “É incrível como as crianças estão super antenadas com a tecnologia e cada vez mais ligadas nisso. O mais legal é elas terem o conhecimento desse mundo digital com um equilíbrio na utilização”. Para a professora de Informática do Colégio Equipe, Luana Gruppi, é muito importante que as crianças tenham contato saudável com essa tecnologia. “Estudos comprovam que há um aumento no rendimento escolar dos alunos se comparados com os que possuem apenas aulas expositivas. A nossa maior preocupação, além de transmitir o conhecimento que é exigido nas grades curriculares, é que essa aprendizagem tenha uma aplicabilidade prática, trazendo para dentro da sala de aula as novas formas de adquirir e transmitir conhecimento”.

Uma das novidades é a mesa digital, em formato touchscreen e com jogos educativos, utilizada de forma interdisciplinar em sala de aula, com a supervisão dos professores. A Coordenadora da Educação Infantil e Fundamental I do Colégio Equipe, Vanessa de Araújo Rodrigues, ressalta que essa interação desenvolve inúmeras habilidades nos alunos. “As mesas digitais e as aulas de informática estimulam o raciocínio lógico e a coordenação motora fina em conteúdos como matemática, cores primárias, vogais e consoantes”, explica. A professora enfatiza, ainda, a dinamização do aprendizado e o ambiente de bem estar que essa atividade proporciona. “As questões dadas em sala de aula e também trabalhadas com a mesa digital se tornam mais palpáveis, são vividas pelos alunos de forma integrada. E isso tem a ver com a própria natureza da educação infantil que é lúdica”.

QUALIDADE E TECNOLOGIA DESDE PEQUENOS
O Ensino Infantil é uma novidade no Colégio Equipe de Juiz de Fora que já atrai um número crescente de pais em busca de ensino integrado e de qualidade para seus filhos. Além de oferecer educação bilíngue, aulas de informática, artes, musicalização e brinquedoteca, o Colégio Equipe mantém uma relação estreita e aberta com os pais de seus alunos. De acordo com Emanuelle, a qualidade do ensino e o profissionalismo da instituição foram primordiais em sua escolha. “A gente busca um ensino de qualidade e um espaço que acolha, com pessoas de competência para conduzir, além da facilidade de acesso no dia a dia. O Equipe é uma escola que tem história e nós nos sentimos muito à vontade.” Para ela, a proposta do Equipe se encaixa no futuro que deseja para seus filhos. “A gente quer ver o bem estar deles e eu vejo neles a felicidade. Estamos estruturando a base e, assim, ficamos mais certos do sucesso no futuro”.


  • 0

Novo texto da Lei de Diretrizes e Bases prevê avaliação para a educação infantil

Para especialistas, nova redação abre brechas para uma avaliação quantitativa, modelo já negado por outros documentos

Mais do que estender a duração da educação básica obrigatória no país, a nova redação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), sancionada pela presidente Dilma Rousseff na última quinta-feira (04), estabelece critérios para a oferta da educação infantil e especifica sua identidade no Brasil. Ao estabelecer uma carga horária anual mínima, a obrigatoriedade do controle de freqüência e de avaliações dos processos de desenvolvimento e aprendizagem das crianças, contudo, a lei reacendeu debates acerca da equiparação da educação infantil aos ensinos fundamental e médio e de suas formas de avaliação.

“A educação infantil não pode assumir os mesmos contornos das outras modalidades da educação básica. Por causa das características da faixa etária que atende e por ter como objetivo o desenvolvimento integral da criança, ela não pode se organizar a partir de práticas adotadas no ensino fundamental”, afirma Maria Thereza Marcílio, membro do comitê gestor da Rede Nacional pela Primeira Infância (RNPI).

A coordenadora de educação infantil do Ministério da Educação, Rita Coelho, diz que a lei usou o mesmo parâmetro dos ensinos fundamental e médio, mas com o intuito de definir a oferta mínima, sem a qual não se caracteriza a educação infantil. “Usar o fundamental ou médio [como modelo de equiparação] não é a pergunta correta, isso nós somos totalmente contra. A idéia aqui é definir o mínimo sistemático,” afirma Rita.

Avaliação
Alguns itens do novo texto da LDB já estavam descritos nas Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil, fixadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) em 2009, mas reacendem a discussão sobre as formas de avaliar a etapa. Um deles é o que determina a “expedição de documentação que permita atestar os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança”.

Rita Coelho diz que esse, e outros itens, devem agora ser normatizados pelas redes municipais e estaduais. “Os órgãos normativos dos respectivos sistemas têm que dizer o que é essa documentação”, explica.

Para o professor Carlos Roberto Jamil Cury, doutor em Educação e professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, as orientações são claras: não cabe aplicar uma avaliação escolar quantitativa na educação infantil, porém é possível avaliar qualitativamente aspectos como a socialização, por exemplo. O professor ressalta também que é responsabilidade das redes respeitarem as orientações e destaca que nas escolas particulares o risco de uma escolarização precoce é maior.

“Há uma tendência de que os estudantes assumam desde cedo uma postura relativa a ser bem sucedido futuramente e os pais também acabam pressionando para que o filho ‘aprenda’ desde os primeiros anos. Na rede pública a fiscalização é maior, já na particular tudo depende da linha pedagógica adotada”, argumenta.

Rita concorda que existe o risco de as escolas aplicarem avaliações quantitativas na educação infantil, pela cultura de meritocracia fortemente enraizada na nossa sociedade. “Esse é um perigo que precisamos enfrentar dentro do sistema educacional. No entanto, os documentos têm sido muito claros de que esse não é o tipo de prática recomendada”, diz.

Carga horária e frequência
Para a advogada da organização Ação Educativa, Ester Rizzi, dois pontos da nova redação da LDB merecem atenção: a determinação de uma carga horária mínima anual de 800 horas e o controle de freqüência pela instituição, exigindo um mínimo de 60%.

A advogada lembra que existe uma discussão sobre a flexibilidade do atendimento na educação infantil. Por um lado, há os que defendem a não interrupção das aulas nas férias e se admite um trabalho contínuo com as crianças. Por outro, uma carga horária maleável permite que as crianças passem mais tempo com os pais durante as férias deles, podendo não freqüentar a escola durante esse período. “Tornar isso rígido equipara a educação infantil aos ensinos fundamental e médio e pode vir a ser um grande prejuízo”, alerta.

Segundo Rita Coelho, do MEC, a carga horária já constava em decreto do Fundeb. “A gente trouxe para a LDB uma necessidade que já estava em outra lei”, destaca. Para ela, o que mais chamou a atenção na lei foi o item relacionado à formação de professores. “A nova LDB criou as chamadas habilitações tecnológicas, que a gente também vai ter que discutir que conceito é esse no âmbito da educação infantil”, diz.

Clique aqui para ver a nova redação da LDB


  • 0

Cultura brasileira como tema transversal no ensino fundamental

Há algo que aumenta a curiosidade do mundo sobre nós, brasileiros. Algo que nos torna diferentes dos outros emergentes: o nosso jeito de ser.  A cultura que construímos e que nos dá a argamassa de nação. É ela que marca a nossa diferença e define a nossa posição no mundo atual, como bem explicou Juca Ferreira, ex-ministro da Cultura.

Segundo ele, ao longo desses últimos cinco séculos em que se forjou o que hoje chamamos Brasil, organizamo-nos em  uma sociedade marcada pela diversidade cultural,  acumulamos  uma larga experiência nas relações interétnicas e no campo da tolerância  religiosa.   Consolidamos uma cultura marcada  por uma convivência pacífica e integradora com todas  as nações do planeta e nos firmamos como  um povo que propõe uma moral capaz  de incluir  a festa e a alegria.

Nós, os brasileiros, somos um povo mestiço, como afirmou Darcy Ribeiro. O Brasil é um país que tem em sua identidade a marca da diversidade cultural. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, o Brasil é plural em sua identidade: é índio, afrodescendente, imigrante, é urbano, sertanejo, caiçara, caipira…

Esta diversidade cultural é tema transversal ao longo do Ensino Fundamental. Ao mesmo tempo em que aprendem Língua Portuguesa, História ou Geografia, os alunos compreendem as raízes africanas, europeias e indígenas da formação étnico-cultural do seu povo.

A cultura brasileira é como uma colcha de retalhos: encontramos nela fragmentos de diversas culturas recriadas pela inventividade da miscigenação. Por isso, o Brasil possui uma das culturas mais ricas do mundo! As tradições formam um retrato multicolorido do nosso país, com aromas, sabores, melodias, ritmos e poesias típicas que desenham de forma delicada e fiel a alma brasileira. Trazer todo este conteúdo para a sala de aula é criar espaço para a reflexão de nossas raízes brasileiras e de nossa identidade.

Quando as naus europeias chegaram às areias quentes do litoral desta terra, hoje chamada Brasil, viviam aqui os povos ancestrais brasileiros, de diferentes etnias.

Os quinhentos anos de ocupação do território foram marcados pela violência e pelo desrespeito aos povos e às tradições indígenas, expressos nas mais diversas formas. O indígena já contava histórias, cantava, dançava e possuía inúmeros conhecimentos sobre agricultura, sobre sobrevivência na floresta e sobre medicina. Possuía, também, uma infinita capacidade de imaginação e muita curiosidade diante do homem branco que chegava e que para sempre mudaria sua vida.  Mas por outro lado, nestes quinhentos anos, o não-indígena se encontrou com a sabedoria de outras culturas, que lhe apresentaram uma forma diferente de se relacionar com o outro, com a terra e com o universo, ainda que a colonização tenha construído sua história sobre as ruínas de milhares de aldeias e índios que ousaram resistir.

Semelhante ao que ocorre com os africanos, os indígenas não constituem um único povo. São, ainda hoje, mais de duzentas etnias, com línguas nativas e culturas diferentes espalhadas pelo território brasileiro. Infelizmente, as escolas, os livros didáticos e os meios de comunicação impuseram uma imagem estilizada do índio e da sua cultura, que faz com que as pessoas olhem para a cultura indígena de forma simplista e equivocada. Em decorrência, o índio do imaginário da maioria dos brasileiros não corresponde ao índio real.

Quando os portugueses iniciaram a colonização do Brasil, trouxeram para esta terra um patrimônio cultural formado por histórias, cantos de trabalho, romances, cantigas de roda e de ninar, brinquedos cantados, quadrinhas, parlendas e brincos. Cantos religiosos, folguedos e danças dramáticas, algumas simbolizando a luta dos mouros contra os cristãos, começaram a ser recriados em solo brasileiro. É importante ressaltar que a cultura de Portugal recebeu, por sua vez, a influência de outras partes da Europa, Oriente e África.  É Gilberto Freyre que, em Casa Grande e Senzala, explica que, quando os portugueses chegaram ao Brasil, já tinham cem anos de experiência na África e mais de um quarto de século de conhecimento da Índia.

Segundo Gilberto Freyre, depois da portuguesa, nenhuma outra cultura exerceu maior influência na cultura brasileira que a cultura africana, que chegou ao Brasil por meio de grandes grupos: os bantos, do Sul da África (Angola, Congo e Moçambique), os sudaneses, da Zona Níger (África Central e África do Sul) e os malês (Mali), estes últimos que falavam o idioma árabe e eram muçulmanos. Os sudaneses vieram para a Bahia, os bantos para o sudeste, principalmente para Minas Gerais e Rio de Janeiro e os malês se espalharam pela Colônia. Ainda que na viagem, os africanos nada puderam trazer de pertences. Trouxeram, no coração e na memória, seu maior tesouro: toda uma cultura aprendida na terra natal, um conjunto de saberes, de crenças, lembranças, melodias, ritos e histórias.

As manifestações culturais africanas sofreram um processo de resistência e de recriação em terras brasileiras. Podemos identificar a cultura africana em diversas manifestações no Brasil: danças, folguedos, músicas e histórias. Os africanos encontraram nas festas uma forma de preservar suas tradições. Em Casa Grande e Senzala, Gilberto Freyre (1858) explica que foram os africanos que animaram e deram vivacidade à vida doméstica e às festas dos brasileiros, marcadas pela melancolia do português e pela tristeza do índio. Os negros trabalhavam quase sempre cantando.

É claro que mais tarde, também outros povos vieram fazer parte da colonização do Brasil e novas influências culturais vieram compor a multiculturalidade brasileira. O imigrante chegou tecendo sonhos e planos ao mesmo tempo em que cantava sua saudade pela terra natal, trazendo como bagagem suas histórias, costumes e crenças, todo um patrimônio cultural para somar, misturar ao patrimônio da terra.

No imaginário do brasileiro, todos estes elementos se misturaram ao clima quente e à paisagem exuberante da terra e resultaram numa diversidade de representações originais, criativas e com uma capacidade de encantar de fazer gosto.

Com influências de diferentes povos que contribuíram para a formação do Brasil, a cultura tradicional faz parte da memória coletiva dos brasileiros e está presente na literatura, na música e na cultura corporal. Por isso, obras de arte, canções, vídeos, contos, poemas, quadrinhas, lendas, mitos e brinquedos cantados são instrumentos potentes para a aprendizagem da língua materna e, principalmente da História e da Geografia.

No processo de alfabetização, a literatura tradicional é grande aliada. Os contos de fadas, as parlendas, as cantigas de brincar, quadrinhas e brincos são instrumentos de análise e reflexão sobre a língua ao mesmo tempo em que os aspectos sonoros da linguagem, como ritmo e rimas, encantam e divertem. Com eles, as crianças aprendem a escrever.

Mais tarde, os contos populares, as lendas, os contos maravilhosos, os cordéis a e canções tradicionais permitem ao aluno investigar os mistérios da escrita e avançar nos procedimentos de leitor e escritor.

A observação de canções, receitas, festas tradicionais, danças dramáticas e obras de arte ajudam o aluno pouco a pouco a desvendar o passado, a compreender o presente e estabelecer relações entre eles.  Assim, fica mais fácil entender a História do Brasil, a organização do  espaço geográfico, as características  das regiões brasileiras, as  diferentes atividades econômicas do país e as migrações no território  nacional.

Esta transversalidade mostra-se especialmente importante, pois contribui para a construção da identidade brasileira de cada aluno. A brasilidade de cada criança se reafirma na medida em que tem a oportunidade de conhecer as tradições de seu povo, apreciá-las, vivenciá-las e reconhecer-se nelas.

A cultura popular brasileira é diversificada, poética, inventiva e alegre. É uma cultura que celebra a vida em todas as suas facetas: o amor, o trabalho, o lazer, o profano e o sagrado. Repleta de movimentos, melodias, ritmos, adereços e personagens nos permite a experiência de muitos modos de significar e ressignificar o mundo.

O que justifica escolher a cultura brasileira como tema transversal no ensino das disciplinas curriculares é a possibilidade dos alunos entrarem em contato com a diversidade cultural brasileira desenvolvendo recursos para compreendê-la, identificá-la e, principalmente, vivenciá-la sem estereótipos.   A cultura se torna matéria-prima para a compreensão dos conteúdos escolares e condição necessária para a formação da identidade nacional de crianças e jovens.


  • 0

Mágico de Oz participa do maior evento de aprendizagem na área de tecnologia do mundo

Pais e filhos juntos na Escola para programar softwares, aplicativos e games, soltar a criatividade e buscar soluções. Assim foi o evento global Hour Of Code (A Hora do Código) nas unidades Campo Belo e Olavo Bilac do Mágico de Oz, que contou com a participação especial de alunos “monitores” e famílias interessadas em aprender uma nova linguagem.

Durante a edição 2015, os alunos do Jardim II e Alfa (1º ano) demonstraram as habilidades adquiridas ao longo do ano, quando a programação computacional passou a fazer parte do currículo da Educação Infantil.

Essa turma mostrou que já aprendeu a ler e a escrever suas primeiras linhas de código em atividades que vão além da nova sala de tecnologia e dos Laboratórios de Informática. Também invadem a quadra e outros espaços, com o objetivo de desenvolver o raciocínio lógico, estimular a criatividade e o pensamento crítico.

A Hora do Código é um movimento mundial que começou nos Estados Unidos e hoje está presente em mais de 180 países. É importante reforçar que o objetivo da Escola não é preparar programadores profissionais ou pequenos gênios, mas provar que é possível, desde cedo, incluir a programação de uma maneira natural e intuitiva na rotina dos alunos.